sábado, 21 de julho de 2012

See you in another life....



Desde de criança eu sempre ouvi do meu pai que tudo na vida tem uma começo, um meio e um fim. A vida me ensinou que por mais velho que estou, eu não passo de uma criança imatura. E que a vida pode ser comparada com uma estrada na qual todos caminhamos. Cada passo que se dá, percebemos que nada sabemos.
A vida é passageira, e ela tem muitas coisas a nos ensinar. Certas lições levam um certo tempo pra que nós possamos assimilar, e ver que certas coisas não nos servem mais. E que tudo na vida é uma questão de hábitos e de uma boa alimentação. Duas palavras que se encontram, hábitos e alimentação.
Acredito que a vida consiste em alimentar certos hábitos, por exemplo, não dizem que gentileza gera gentileza? Eu pelo menos gosto de acreditar nisso, que nossas ações podem acabar inspirando as pessoas, sei que muitas vezes não é o que acontece mas, né. Uma coisa que deveria ser alimentada, também, é a tal da mutualidade. Uma coisa simples, que no final, se torna mais edificante e muito mais motivadora que qualquer frase de impacto e/ou reflexiva.
Para quem não sabe:
"Mutualidade é uma coisa essencial. Quando algum laço se torna uma estrada de mão única, perde completamente o sentido. Independente do trabalho de se construir essa estrada."
Essa seria a minha forma de definir mutualidade.
Mutualidade é uma coisa um tanto complicada. Eu levei tempo para perceber a diferença entre mutualidade e alimentação. Estranho como a palavra "alimentação"  está aparecendo nesse post.
Uma coisa que eu vejo hoje ao meu redor são pessoas alimentando o tal do ego, ou pelo menos me usando me para alimentar o ego. Sim, ainda existem pessoas que cultivam muitas coisas das quais deveriam  ter deixado de lado lá pela puberdade. Honestamente, não sei ao certo se todas as pessoas hoje alimentam ele, ou se eu estou com os parâmetros errados para escolher as pessoas que vivem ao meu redor. Mas isso, são outros quinhentos.

Alimento, é aquilo que se dá ao ego.
Alimentadoras, são aquelas pessoas que usam o Alimento.
 
O que acontece é que as Alimentadoras dissimulam Mutualidade com Alimento. Fazem isso para poder suprir a insegurança e o vazio que existe lá dentro delas, o que eu lastimo é que fazem isso de forma errada. A tentativa de curar uma ferida estimulando ela, só faz as coisas ficarem piores para quem está machucado.

Foram necessários dois anos para que isso fosse percebido. Mas eu não fico triste.

O que começou da melhor forma possível, evoluiu de forma bela e se desenvolveu de forma magnífica. Mas o final... o final eu posso dizer que não foi dos melhores, mas foi, sim, dos mais harmoniosos. Tudo por que eu resolvi seguir um caminho pouco trilhado hoje em dia.

Robert Froster escreveu: 
  "Duas estradas divergiam num bosque, e eu segui pela menos usada. Isso fez toda a diferença."

Personalidade e "esse é o meu jeito de ser" são apenas desculpas para continuar falando e fazendo o quer quando quer sem ter consequências. Independente do esforço empregado certos laços não vão mais existir.
Se controlar os outros é fácil, por que o Auto controle se torna tão difícil? 
Esses anos que passamos não esqueci e nem vou esquecer. Muito pelo contrario, guardo esses anos e essas lembranças com muito carinho e apreço. E te agradeço, Flor.

Entenda que existe uma linha, ou se tu preferir um ponto. Quando se passa dessa linha, não há mais volta.
Mas depois de hoje, não vais mais ouvir falar de mim, nem ter noticias. nem me encontrar.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Tu aceita?

Hoje ví uma frase bem significativa de Augusto Cury.

"Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos.
Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas têm perdas."

Uma citação bem elaborada que resume muitas de nossas escolhas hoje em dia. Segundo Cury as pessoas se preocupam em ter sucesso, mas sem perdas, ele diferencia isso como sonhos e desejos, onde o desejo, é aquela coisa que morre na segunda-feira de manhã, já que esta constantemente em mutação. Já o sonho, é mais concreto, mais palpável. Algo que se adapta ás dificuldades que se tem pelo caminho, mas a essência não muda. 
É surreal ter uma vida de sucesso, seja na área profissional ou pessoal, sem algumas perdas. Tudo depende de como nós encaramos e pesamos essas perdas. Temos sempre duas opções, ficar parados e nos lamentarmos pelo ocorrido nos tornando pessoas resmungonas e amarguradas, ou podemos extrair algum conhecimento do que nos aconteceu e mudar, não errando novamente, seguir em frente sem se lamentar jamais pelo ocorrido, sempre tendo em mente que nos precisávamos passar por determinada situação pois ela tinha algo e nos ensinar, e nós tínhamos algo a aprender com ela. Em palavras mais simples, tirar algo bom de algo ruim. Como já dito em um post anterior, experiências mal tratadas nos afetam posteriormente.
Muitas vezes é falta auto conhecimento, vejo hoje em dia muitas pessoas indo para qualquer lugar sem ao menos saber para onde estão indo, não definindo metas e quando se "acordam" não sabem o que estão fazendo ali, e isso não é saudável. Tanto para o corpo como para a mente.


Portanto tudo depende se você está disposto a aceitar essa perda e seguir em frente independente das dificuldades e das pedras que se encontram pelo caminho e principalemnte de tudo que se tem de abrir mão.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Noite me conte seus planos




Nada como a noite, escura e desolada. Dizem que nela todos os gatos são pardos. Eu honestamente não saberia dizer, até por quê eu ainda não vi tudo nessa vida, e acho que nem consigo ver. Mas como eu já disse antes a noite não é um período do dia e sim um lugar.
Nela acontecem todas as coisas que já passaram pela tua cabeça, e coisas que tu nem imaginaria que fosse possível, e sempre temos fatores agravantes.

Eu honestamente já tive as minhas boas experiências com a noite, e digo que algumas delas não valeram a pena, na verdade apenas algumas delas, de forma isolada e em outros contextos é que valeu a pena. Mesmo assim, o contexto era totalmente diferente. Mas dizem que toda noite tem seu lado bom e ruim. Eu já digo que o lado bom dela é o lado ruim. Pode parecer meio paradoxal, mas não dizem que todo lado ruim tem um lado bom?

Sei que em uma noite dessas, eu me acordei andando, era uma rua, a minha rua, escura e solitária, silenciosa, e eu não me lembro de muito, apenas de estar com minha camiseta branca suja de vinho e de sangue, e eu me lembro que eu fui sincero como não se pode ser, e um erro assim tão vulgar nos persegue por algumas horas da noite, mas não por toda ela, afinal coisas ruins acontecem, tudo depende de como nós lidamos com elas, e se temos a maturidade necessária e suficiente para lidar com ela. Mas tudo é uma questão de tempo, mas para cada um de nós o tempo passa de forma diferente, nós percebemos ele de formas diferentes.
Mas tudo que eu precisa nesse lugar era caminhar. Caminhar me ajuda a pensar e tomar decisões, não me importava para onde ia, apenas a distância me importava. Poderia ser sem rumo, meu real objetivo era tomar uma decisão que eu julgava importante, mesmo não sendo muito importante. Mas acho que na verdade caminhava para sair desse lugar, dessa noite, ela precisava acabar, e as coisas não poderiam ficar daquele jeito, tudo precisa ter uma solução, fugir ou evitar um problema nunca foi uma solução e eu precisava pensar, e precisava de tempo. Mas de uma coisa eu sabia, naquele lugar todas as escolhas, todas as decisões que eu tomasse, nenhuma delas seria inteiramente minha, afinal, nesse lugar nunca estamos sozinhos, por maior que seja o silêncio que possamos ouvir.

Ainda mesmo hoje, longe desse lugar, ainda sinto seus efeitos, acredito que vai levar algum tempo até eu me "desintoxicar" dele. Mas não me culpo pelo que fiz, nem me absolvo, apenas me torno responsável pelo feito, e aprendo as minhas lições com as minhas faltas, ou pelo menos tento tirar sempre o melhor de cada situação, seja ela qual for, sempre há alguma coisa para nos oferecer...



F.F.Y.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

And we always gonna have Paris

No final do filme Casablanca a mocinha, chamada Ilsa, olha para o mocinho, chamado Rick, e pergunta:
-E nós?
E Rick olhando em seus olhos diz:
-Nós, sempre teremos Paris!

Essa frase aplicada ao contexto do filme diz que não importa o quão longe eles estejam ou quais sejam os obstáculos, eles sempre teriam uma esperança, sempre estariam juntos, porque eles estavam separados pela guerra.

Eu já dou uma pequena modificada na frase e digo:
sempre haverá Paris!

Essa frase, a adaptada, significa que como no filme, as coisas sempre vão melhorar, e que tudo sempre vai dar certo no final, e se ainda não deu certo, é porque ainda não é o fim. Não importa as dificuldades as coisas sempre vão dar certas. Seja hoje, seja nessa semana, nesse final de semana, seja nesse mês ou no outro, o importante é ter em mente que tudo não só tem que dar certo como vai dar certo.
Portanto, não importa o que aconteça, Sempre haverá Paris!


 E como eu digo:
Afinal, o dia ainda não acabou, 
e sempre existe um possibilidade, 
e tudo ainda é possível!


...e sempre haverá Paris....


F.F.Y.

domingo, 27 de maio de 2012

Me dá um abraço?

Muitas pessoas com quem convivo não devem entender o motivo de eu pedir/dar abraços. É verdade que é um habito um tanto estranho hoje em dia, mas na verdade é mais simples do que parece.
Vejamos um abraço hoje em dia é uma coisa super estimada. Hoje existe até mesmo a terapia do abraço.

Muitas pessoas hoje não gostam de dar abraços, dizem que é uma coisa estranha, entendem isso até mesmo como uma afronta, e quando o fazem é de forma relutante, e muitas vezes mal humorada, mas um abraço acaba com qualquer mal humor, e o que parece estranho, muitas pessoas hoje em dia gostam de estar mal humoradas, e ainda ficam brabas quando se pede/dá um abraço.

Mas a questão é: 
por que de um abraço? por que não um beijo ou um aperto de mão? ou apenas algumas palavras de que tudo vai dar certo? 

Pelo simples fato de certas coisas serem ordinárias.
Um beijo hoje pode ser conseguido em qualquer lugar, e qualquer um pode dar um beijo, mas ao mesmo tempo o beijo pode ser vazio e por isso perde o sentido. O aperto de mão hoje é tão comum como o bom dia, e de bom dia, já basta o do porteiro. Para que falar, se hoje em dia mal temos tempo de ouvir, e os que ouvem não escutam. Mas já um abraço, esse pode ser sincero, ele chama a tua atenção independente de onde a tua cabeça esteja, ele pode te transmitir coisas boas, e tornar o teu dia, ao menos, mais suportável em certos momentos. Ele nos dá a certeza e a força que necessitamos de ir em frente, pelo menos naquele dia, pelo menos naquele momento. 

Portanto um abraço sempre pode ser dado nas melhores ou nas piores situações aquele abraço que não precisa ser dito nada, nem antes nem depois, mas que no final ele fala muito, sem ter dito nada...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Mulheres...

Tem um frase popular que diz assim:

"Mulheres, não podemos viver com elas, e não podemos viver sem elas."

Verdade em parte. Eu como amante de mulheres, as aprecio, muitas vezes mais do que deveria, e não tanto quanto eu gostaria.
Não consigo achar o que as torna tão fascinantes, e nem mesmo como entende-las.

Mas como já dito:

"O ser humano pode viver 99 anos e ser totalmente previsível, mas nos últimos instantes, ele ainda pode te surpreender de formas que tu não imagina."

E não poderia ser diferente com as mulheres. Tudo que eu mais tenho visto ultimamente, são mulheres, "de todas as cores, e de várias idades e muitos sabores" e o tempo é relativo...


Nesses últimos seis meses estava com uma guria, e mesmo depois desse tempo, ela consegue me surpreender, da pior forma possível. Parece lamentável escrever isso nesse blog, nessas linhas mal escritas, mas não há de ser nada.
Mas por um outro lado é bom. Certa feita um sábio disse que era cem vezes melhor se decepcionar com uma pessoa, por que ai tu iria para de se enganar com essa pessoa.
Por seis meses, eu me tornei cego, e consegui deixar de ser imparcial. Essa é a minha lastima. Isso é o que eu mais estimo a perda.

Hoje todos os meus planos acabaram, e nada mais me resta, nem mesmo mulheres, pois agora eu me pergunto, se cultivar algo com as que eu tenho hoje realmente vale a pena, ou se eu devo seguir só por que só me resta esperar...


F.F.Y.

domingo, 20 de maio de 2012

Coisas do Passado

E faz tempo que não tenho uma fonte de inspiração pra poder escrever aqui, nessas linhas mal boladas, e com todos os meus erros, sem falar nos de português claro.

Certo tempo passado, me deparei com algumas pessoas, algumas bem interessantes, e outras nem tanto. Cada pessoa é um quebra cabeça, um novo desafio, um enigma ao menos empolgante. Em uma palavra fascinante.Conheci uma pessoa, e quando falo conhecer me refiro conviver com ela.

E nós conversamos muito, e eu como um amante de uma boa conversa, conversei com ela. E notei nela uma grande tristeza, uma grande dor, um grande incerteza, insegurança e duvida com relação a vida. Notei que ela não consegue lidar consigo mesma. Sei que todos nós somos assim, mas alguns tem essa característica de forma mais acentuada, e por muitas vezes ter isso intensificado, acaba por nos prejudicar, pois um sentimento mal trabalhado, não gera uma experiência saudável para nós, e assim vai nos consumindo, e com o tempo como todos os nossos demônios ele acaba por nos consumir por completo até que não sobre nada além de amarguras, e é triste, sendo que eu já vi um amigo assim uma vez.
Após passadas algumas semanas, ví que ela não conseguiu ainda superar todos os fatos que aconteceram com ela, infelizmente. E involuntariamente ela, como todos nós, cultiva alguma coisa parecida, pois seus sentimentos e pensamentos ambos ainda são confusos à ela, e ela reprime eles por não saber como lidar com eles, e isso não é uma boa forma de lidar com tristezas passadas e acaba fazendo-lhe mal, pois depois de muito tempo reprimindo essa caixinha com todas esses sentimentos,  vai acabar expandindo.

Certa feita foi perguntado a um filósofo quem ele era. E ele respondeu essa simples pergunta difícil assim:
"Eu sou a soma de todas as minhas experiências...."

Uma resposta no mímino coerente.
Pois se nós somos a soma de todas as nossas experiências, eu me pergunto que tipo de experiências e sentimentos temos cultivado, colocando de uma forma melhor, quem somos nós? sera que já viajamos para dentro do nosso interior? Digo, já paramos para fazer uma auto-análise e ver o que estamos cultivando?
Seguindo uma linha de lógica, nós exteriorizamos quem somos por dentro, então ver nossas ações seria uma boa forma de ver o cultivamos e o que está crescendo em nós, dessa forma vemos o que somos hoje e quem estamos nos tornando. E também pergunto para onde estamos indo.....