quarta-feira, 30 de abril de 2008

Livro Parte 1

Será que amamos apenas uma vez na vida? Será que é possível uma segunda chance para concertamos os nossos erros? Só tive uma chance e ela foi há séculos atrás, fiz coisas que jamais esquecerei. Para vocês me entenderem vocês tem de entender a minha atual situação, a dor é uma coisa que eu não sinto há muito tempo, e quando eu falo muito tempo vocês têm de entender que realmente faz muito tempo, o que eu sinto agora é uma coisa que eu não sinto desde os meus 24 anos, engraçado falar isso, 24 anos, foi quando eu recebi uma proposta que eu julgava uma benção, mas que com o passar do tempo percebi que não passava de uma maldição, mas o que eu sinto agora é totalmente diferente, sinto dor, o gosto do sangue subindo à minha garganta, não consigo mais sentir algumas parte do meu corpo, esta tudo tão calmo agora, depois de tanto tempo eu sinto alguma coisa, a sensação é boa porem ruim pois sinto a vida que me resta se esvaindo, eu vejo o rosto de uma bela mulher à minha frente ela bate em suas pernas freneticamente gritando alguma coisa que eu não consigo identificar, mas agora está ficando tudo muito calmo, sinto-me cada vez mais leve, acho que para vocês entenderem o que esta acontecendo agora terei de ir ao início de tudo.
Eu andava pela rua à noite como era de meu costume, tudo mudou muito desde que eu cheguei aqui, as ruas, as casas, as pessoas, mas a escoria ainda andava pela rua atrás de vitimas fáceis, assassinos, ladrões. Ao andar pelas ruas passei pela frente de um beco onde eu ouvia os gemidos femininos, fiquei curioso e resolvi averiguar, comecei a me aproximar cada vez mais, ao me aproximar vi que eram gemidos de dor, angustia, medo. Na mesma hora adentrei aquele beco e me deparei com uma jovem sendo agarrada pelos braços, ela tentava escapar, mas não conseguia, este homem a segurava com uma de suas mãos no seu braço direito e a outra mão tentando tampar a boca dela, ela estava desesperada se debatia, se jogava para trás - eu já havia me deparado com tal situação antes, varias e varias vezes no passado, esse estupradores baratos não passam de covardes fracos e sem força nas ruas - ,eu me aproximei vagarosamente para não fazer barulho e ao chegar perto deste homem agarrei-o pelo braço e torci o seu pulso para imobilizá-lo , ao agarrar seu pulso esquerdo ele com um movimento traiçoeiro tenta me dar um contra golpe, ao me esquivar dando um passo para trás , aproveitando a chance atinjo a cabeça dele com um golpe certeiro de cabeça, logo após percebi que ele ficou tonto e o surpreendi com uma faca entre as suas costelas, logo após joguei o seu corpo imundo para o lado para eu poder ver o estado físico e psicológico da moça, eu a vi sentada no chão com as pernas encolhidas escondida atrás de seus joelhos tremendo de medo, ainda em choque, me dirigi até a moça, ela tremia, chorava, apavorada de medo - eu já me acostumei com esta sensação de medo das pessoas, isso já havia se tornado normal para mim por mais que eu visse eu não me surpreendia mais - , agindo com total naturalidade me dirigi a ela vagarosamente, ela estava em estado de choque então eu me agachei a frente dela e perguntei:
- Tudo bem contigo? Responda-me tais bem? Calma, agora passou não precisa mais se preocupar!
Ela me olhou com um olhar aterrorizado e tentava falar alguma coisa, mas não conseguia falar.
- Calma agora tudo vai melhorar!
Ela com um olhar de medo diz:
- Não me machuca... Não me machuca...
- Calma eu não vim aqui pra te machucar.
Suas roupas estavam rasgadas, ela estava com um pedaço da alça de seu sutiã amostra, eu lhe vesti com meu casaco e me dirigi com ela ate o meu carro, ela estava tremendo, ainda em choque, eu percebi que ela estava desconfiada, pensando que eu ia fazer alguma coisa.
- Calma, vou te levar para o hospital, tu precisa de cuidados médicos, fica tranqüila.
- Não preciso de cuidados médicos –disse ela em um tom meio assustador- preciso ir para minha casa.
- Ótimo, onde você mora, eu te levo até lá – antes que pudesse me retrucar eu falei - essas ruas há essa hora são muitos perigosas, me diz onde tu mora que eu te levo ate lá.
Ela ficou pensativa, percebi na mesma hora que ela estava em conflito, se aceitava o meu convite de levá-la até sua casa, ou se ela se arriscaria e iria a pé, pude perceber também que ela morava longe, pois olhava paras ruas como se estivesse contando as quadras, e então finalmente olhou para min e disse:
- Rua Morgue, Nº. 279, em frente a Praça dos Exilados.



Capitulo 1
A Praça dos Exilados


Após dar a partida no carro e andar algumas quadras percebi que ela estava mais calma, ela agora olhava para janela, de relance olhei para ela e com luz da rua percebi que ela era bonita, os traços de seu rosto eram suaves, delicados, quase que perfeitos. Longos cabelos lisos e pretos, ela era bela, talvez tenha sido por isso que ela tenha sido atacada, fiquei pensando como ela....
- Eu esqueci de te agradecer, muito obrigada!
- De nada.
Fiquei surpreso, pois ela não estava mais com a voz tremula e nem em choque, estava normal.
- Se tu não tivesse passando por ali eu poderia ter sido estuprada ou coisa pior – ela ficou quieta por alguns segundos me mirando e retomou o assunto – e tu agiu de maneira bem natural naquela hora.
- Claro, já estou acostumado a esse tipo de situação faço isso a um bom tempo já.
- Isso o que? Salvar pessoas?
- Pode se dizer que sim.
- Apropósito, tu me salvou e eu nem sei o seu nome. Como tu te chamas?
- O meu nome? Frank Vancamp.
- Bem eu moro logo ali na frente Frank, uma cara como tu tão novo não deveria sair por ai nessas ruas se arriscando para salvar meninas tolas como eu. - percebi nela certo tom de flerte, uma coisa um tanto estranha para a situação que havia acontecido - bem eu fico aqui, muito obrigado Frank, não sei como eu estaria agora se não fosse por ti.
- De nada, desculpe, mas – resolvi entrar no jogo dela, por que não fazê-lo - como tu disse que era o teu nome mesmo?
- Eu não disse, meu nome é Juliana, Juliana Dorian.
- Muito bem está entregue Juliana, espero que fique bem.
- O.k. obrigado por tudo Frank.
- Tchau.
- Tchau.

Em seguida dei a partida no carro e fui embora, ao me distanciar olhei pelo retrovisor e vi que ela me olhava de longe, com as duas mãos na fechadura, naquela noite eu resolvi da mais uma volta e voltar no beco para ver o que tinha acontecido com aquele verme que estava tentando estuprar a garota. Ao chegar lá fiquei surpreso, o corpo não estava mais lá, havia apenas um poça de sangue no canto onde eu o joguei, ao examinar melhor o lugar vi que ali no chão estava alguns papeis que ela havia deixado cair, resolvi recolhe-lo, pois se a policia resolvesse ir averiguar algum chamada de algum morador medroso, ia achar o nome dela naqueles papeis, iriam atrás dela e perguntaria o que aconteceu, e iriam atrás de min, e essa é uma atenção que eu não preciso. Andando atrás da trilha de sangue deixado por aquele verme, a trilha saia do beco e terminava no meio da rua, e depois sumia, sem deixar vestígios, provavelmente algum comparsa dele o levou embora. Já eram quase 5 da madrugada, as ruas estavam vazias, eu estava cansado de rodar por ai sem achar mais nada, então, resolvi ir para a minha casa ir dormir um pouco.
Como de costume, às 10 horas em ponto eu já estava arrumado, e pronto e o carro da firma me esperando, aquele dia havia sido chato, reuniões de diretoria, ações, coisas do gênero. A noite estava chegando e eu tinha uma festa para ir, mas não tinha acompanhante, e eu não estava afim de ir a essas festas de ricos metidos a besta, todos se preocupam em ganhar dinheiro, não se preocupam em se arrepender do que já fizeram para ocupar essas altas posições, posições de poder, de luxuria, mas eu tinha que ir, era meu dever como presidente majoritário da empresa. Se eles soubessem o que é a miséria seriam mais generosos em doar o dinheiro que gastam em bobagens e futilidades. Antes que eu pudesse me dar conta já estava na entrada principal do Hotel Grinford o mais luxuoso da cidade, somente as pessoas da alta classe podiam entrar neste hotel, ao chegar lá me dirigi ate o salão de festas onde estava acontecendo o aniversario de um dos homens mais influentes da cidade, Richard Simons um dos homens mais ricos desta cidade se não o mais rico, eu o conhecia, ele era o único que conhecia o meu segredo, de quem eu realmente era.
Dirigi-me até o bar e peguei uma taça champanhe e fique aos arredores da festa cuidando e analisando aquelas pessoas, até que uma pessoa me surpreendeu, o Prefeito Robert, um homem gordinho, calvo, simpático com as bochechas rosadas.
- Rapaz não pensei que te veria aqui!! Como você está? E os negócios?
- Olá Prefeito, estou bem e o Senhor? Os negócios? O Senhor sabe como são as ações sempre sobem e descem o tempo todo.
- Então Frank venha vou te apresentar para alguns amigos.
Seguindo o prefeito, ele me apresentou pessoas que possuem influencia em vários ramos de trabalho, economistas, acionistas, empresários. Pedi licença ao prefeito ao avistar Richard, - ele estava fazendo 87 anos, estava velho, eu me lembro dele pela primeira vez que eu o vi, era um rapaz novo, bonito, inteligente, era formado em direito, era um juiz muito respeitado, já me ajudou – fui andando até ele com a minha taça de champanhe na mão, quando eu estava mais próximo dele, ele me avistou e com um grande sorriso no rosto me recebeu.
- Olá Frank, quanto tempo!
- tudo bom Richard?
- Como tu ta rapaz, não vejo esse rosto imundo por ai faz tempo.
- Eu que o diga!
- Meu deus, tu não muda nada.
- Infelizmente não posso dizer o mesmo de ti...
- É mesmo, faz tanto tempo assim...
- Mas isso é uma festa não um bando de velhos que se juntam para se lembrar de suas formas e de como eram.
- Tem certeza!
- Mas feliz aniversário!
- Muito obrigado meu rapaz.
- Tome trousse isso para você – colocando a mão dentro do meu smoking retiro um envelope branco e o entrego-espero que goste!
- Ah. Não precisava.
Ele pegou o envelope e abriu, vi que ele ficou entusiasmado com o presente que eu havia lhe dado.
- Isto é uma escritura de uma casa? Não entendo!
- É uma escritura de uma casa na praia, tudo que tu precisa para aproveitar a tua aposentadoria.
- Eu não esperava isso de ti, muito obrigado Frank, agora vá aproveitar um pouco a festa.
- O.k. até logo Richard.
Saí de seus arredores e fui dar um volta naquela festa, ver se eu achava algum rosto familiar, encontrei algumas mulheres, percebi que estavam me cuidando, não tinha nada de mais nessas festas, as pessoas só falavam de política, ou das ações, ou de como conseguiram uma boa pechincha. Ao voltar para a copa e me sentar pedi uma dose wisk, enquanto tomava o wisk percebi que uma mulher havia parado ao meu lado e pedido um Martini, ela cheirava bem, - cheirava a jasmins, resolvi ver quem estava ao meu lado, ao olhar, me deparei com uma bela mulher de altura média, longos cabelos ruivos, olhos verdes tom de água, sua pele era bem branca, branca como a neve e tinha um corpo atlético – ao olhar para lado, percebi que os nossos olhares se encontraram por um instante, eu dei um leve sorriso de conto de boca, ela retribuiu esse sorriso com outro.
- Está gostando da festa?
- É suportável e parece que tu não, já esta indo para o Martini.
- Como tu soubeste? Está evidente assim?
- Pode se dizer que sim, numa festa onde todos pedem champanhe, tu é a única q está pedindo um Martini a essa hora da noite, quando a festa recém começou.
Ela deu um leve sorriso de canto de boca, e em seguida retrucou:
- Tu me pegaste, realmente não gosto desses tipos de festas e nem desses tipos de pessoas, qual é o teu nome?
- Frank e o seu nome senhora...
- Senhorita! Senhorita Aléxa....
Estava tão evidente que ela queria sair da li e dar uma volta, estava entediada, desse tipo de mulher eu já havia tido muitas em meus braços, mulheres que vão para as festas caçar homens ricos, para poder dormir com eles. E eu pensei, porque não?
- Gostaria de dar uma volta?
- Por favor, Frank.
Saindo dali me dirigi até o meu carro e fomos dar uma volta, estávamos conversando no carro, pude perceber que ela era uma mulher bem culta, sabias diversas coisas sobre varias faculdades.
-... Você gostaria de ir para algum lugar?
- Pode para aqui nesta praça.
Ao me deparar coma praça que ela pediu para parar, pude perceber que era a Praça dos Exilados, ela então me convidou para descer. Está era uma praça um tanto singular com um historia engraçada, ela tinha este nome por causa da revolução dos exilados que ocorrera por volta de 1894 naquela mesma cidade, no passado aquela praça era um forte, as pessoas que haviam sido exiladas da cidade, invadiram o forte e estava exigindo a sua reintegração a sociedade, ficaram dentro daquele forte por semanas, fazendo todos os que estava ali presentes de reféns. Após conseguirem a sua reintegração o forte foi demolido anos depois e foi feita uma praça com muitas estatuas, pois estes exilados eram heróis de guerra e haviam sido injustiçados, basicamente se tornou um belo local para pessoas ficarem ali, aproveitarem seu pares.
O Martini estava fazendo efeito, ela estava mais solta, agora estava sem os seus sapatos, estava apenas com o seu vestido preto, que dava um belo contraste com a sua pele branca, quase pálida que ficava mais clara ainda com os raios da lua. Antes que eu pudesse me dar conta, estávamos andando em cima da fonte conversado, ela olhou para min e me perguntou:
- Tu por acaso tem mulher ou namorada?
- Não, já tive uma noiva, mas não deu certo.
- Tu já vieste aqui?
- Sim, uma vez há muito tempo...
- Eu conheci o meu primeiro namorado aqui... Foi embaixo daquela arvore, era um dia ensolarado, os pássaros cantavam, estava tudo perfeito.
- Eu pedi a mão dela na estatua principal, era outono.
O assunto estava fluindo de maneira natural, ela exalava sexo por todos os poros de seu corpo, no seu andar, no olhar, até mesmo no sorriso, ela exalava aquilo.
- Tu não quer ir para a minha casa?
- Ela fica muito longe daqui?
- Não muito, se nos sairmos agora, ainda da tempo de tomarmos um drinque na ida.
Nós nos dirigimos até o meu carro minutos depois, logo após um breve beijo, ela entrou no carro, eu dei a partida e comecei a fazer o contorno na praça, eu estava distraído qual eu me dou conta, estava na frente da casa daquela menina que eu havia salvado noite passada, aquele quarteirão era somente de prédios, haviam muitas luzes acessas, mas, não me prendi muito a esses detalhes, e fui para a minha casa.

Na manha seguinte ao me acordar, ela ainda estava ao meu lado, a noite passada havia sido incrível, sexo, bebidas, promiscuidade, o mais estranho é que eu não mão tinha mais satisfação com aquilo. Ela era apenas mais uma dentre milhares, eu lhe dei um beijo nos lábios e ela se acordou, a levei ate a porta da frente, e me despedi, ela deixou-me o telefone dela, ao fechar a porta cenas da noite passada ainda se passavam pela minha cabeça, maquinalmente me arrumei para o trabalho e fui para a empresa. Chegando lá como de costume minha secretaria me deu minha xícara de café os jornais e os relatórios diários sobre a bolsa e as ações. Eu era de sócio majoritário e presidente da empresa, uma tarefa nada fácil de ser exercida, ao entrar no meu escritório joguei a papelada em cima da mesa, e fio para a janela, estava no 69º andar, tinha uma vista geral de toda cidade ali de cima. Fique me lembrando da noite passada no parque, do que nós havíamos conversado, aquela praça me lembra Darla, uma das minhas ultimas paixões ela era linda, loira, olhos castanhos. . .



***

Era uma tarde ensolarada no parque, os pássaros cantavam, as crianças estavam brincando, os pássaros cantando, era uma bela tarde de primavera, estava um clima agradável, estava sentado embaixo da estatua de Gorland, estava lendo “O silêncio dos inocentes.”. Quando a vi caminhando pelo parque com um lindo vestido branco de algodão, pérolas no pescoço ela estava com um livro debaixo do braço “Edgar Allan Poe”. Foi amor à primeira vista, como que por uma coincidência nossos olhares se encontraram, ambos ficamos com uma cara de bobos, o parque tinha um cheiro de jasmins, eu me levantei enquanto ela vinha em minha direção, estávamos ambos sorrindo um para o outro.
- Esta sombra esta ocupada?
Estávamos mantendo um olhar olho a olho, ambos estávamos sorrindo, era quase que uma cena de filme. Ela tinha uma voz linda, pura, quase que angelical.
- Claro que não se sente!
Depois deste dia nos passávamos a nos encontrar naquela mesma sombra da estatua, eu lhe dava presentes, estávamos amando.
Nós nos vimos por mais dois meses até eu pedir a sua mão.



***


- Sr. Vancamp! – minha secretaria havia me trazido de volta a realidade falando comigo e interrompendo a minha lembrança – a reunião com a Corp. Interprise começa em 30 minutos.

2 comentários:

RLimaaaa disse...

k7 veioh isso tah muito intrigantih qm eh afinal eçe tal de frank?
pq akele inico esscreveh mais poraaaaaaaa

abraço biba

Anônimo disse...

Se precisr de algum tipo de ajuda conta comigo, mas ta ficando otimo e prende a gnt, tu ta sabendo escrever bem de mais rapaz ta loco!
ve se continua com isso que eu ainda quero ver o que vai acontecer com o Mr. Vancamp.